domingo, 14 de outubro de 2018

Voltando aos anos 70 com o "The Dark Side of the Moon" do Pink Floyd...

Confesso que não sou um "fanzaço" de Pink Floyd mas, precisamos concordar que o mundo musical não seria o mesmo sem o clássico da carreira dos quatro rapazes ingleses "The Dark Side of the Moon". 

O álbum de 1973 pode ser considerado a grande manifestação dos anseios da juventude britânica (ou posso dizer até mesmo mundial) da época. Onde os mesmos enriquecidos pela filosofia dos movimentos "Flower Power" pediam "Mais amor por favor" ou até mesmo "Faça amor, não faça guerra", em protesto à Guerra do Vietnã. Mesmo que as músicas presentes nessa obra de arte não tenham nenhum fundo político, conseguimos captar de maneira esplendida os anseios de toda uma geração.

Neste álbum possuímos (além de uma capa antológica e marcante) músicas que entrariam para a carreira do Pink Floyd e na memória de qualquer um que tenha vivido e ouvido este disco. O álbum abre com uma pequena introdução "Speak to me" que já é logo seguida com "Breathe (In the Air)", um dos grandes clássicos deste maravilhoso álbum, além de "On the Run", que sempre me lembra um jogo eletrônico de Atari (risos), "Time", que não preciso falar nada, não é mesmo? "The Great Gig in the Sky", uma faixa instrumental do álbum, "Money", com sua linha de baixo fantástica de Roger Waters, "Us and Them", enfim! Um monte de clássicos de uma época.

Uma coisa interessante deste álbum ou até mesmo de toda a carreira do Pink Floyd é que eles quase nunca utilizam temas políticos ou até mesmo assuntos polêmicos para vender álbum (com raras exceções como no álbum "Wish You Were Here"). Os temas das músicas do Pink Floyd são inerentes a qualquer ser humano como raiva, angústia, a falta de tempo, a ganância entre outros temas.

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Enfim! É álbum incrível que deve ser reproduzido por mais alguns milênios até (risos)! Principalmente se você tiver a curiosidade de saber o que uma década significou. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A Criança e a música! - 4 discos clássicos infantis!

Música é uma coisa que não tem idade, você pode ser tanto uma criança quanto um idoso e amar ouvir música. Mas, as músicas feitas exclusivamente pensadas para crianças possuem uma magia especial com quem escuta! (E eu não estou falando de Galinha Pintadinha ou qualquer outra modernidade que tenha aparecido pois, nem se encaixa no conceito "Músicas infantis" e sim em um amontoado de marchinhas e canções popularescas). Mas, enfim! Já saí muito do assunto do texto (risos)!

Com vocês os discos infantis que devem ser lembrados e executados até os dias atuais!

XOU DA XUXA - XUXA (1986)
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Começando com a rainha dos Baixinhos, a Xuxa! Maria da Graça "Xuxa" Meneghel já havia tentado outras alternativas de se tornar uma estrela nacional, como aparições em filmes polêmicos como o "Amor, Estranho Amor" (1982), que mais tarde lhe rendeu algumas acusações ligadas à pedofilia. Mas, a artista se tornou realmente muito popular no país com sua estreia no mercado fonográfico com o disco "Xou da Xuxa" que acompanhava diretamente o programa de auditório da Rede Globo de mesmo nome no mesmo ano, 1986.

O disco contém clássicos infantis como o "Parabéns da Xuxa", "Doce Mel", que era o tema de abertura de seu programa na Globo, "Meu Cãozinho Xuxo", "Meu cavalo Frankstein" entre outros clássicos da carreira da artista.

A CASA DE BRINQUEDOS - TOQUINHO (1983)

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Como eu poderia esquecer do clássico de Toquinho?!

Toquinho! O grande Toquinho! O grande gênio que escreveu grandes clássicos infantis como Aquarela (é impossível uma criança não conhecer a letra) e O Caderno (tema de diversos comerciais da Faber-Castell e afins). Em 1983, a pedido da Rede Globo para embalar um especial infantil da emissora, Toquinho escreveu as letras e as melodias que entrariam no seu álbum homônimo "A casa de brinquedos".

Nesse álbum, diversos artistas interpretaram as faixas, artistas que estavam bombando no momento como Baby Consuelo, Chico Buarque, Simone, Roupa Nova, Tom Zé etc.

Podemos dar destaque às músicas mais marcantes para mim nesse álbum (como se todas não fossem marcantes!): O caderno, interpretada por Chico Buarque, Bicicleta por Simone e até mesma a clássica abertura interpretada por Dionísio Azevedo, onde um pai leva seu filho a um lugar mágico: Uma casa de brinquedos.

Enfim! Um disco marcante que deve ser repassado de geração em geração!

OS SALTIMBANCOS - CHICO BUARQUE (1977)
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E lá vem o Chico Buarque novamente! Mal acabamos de falar sobre ele no "Casa de Brinquedos" e ele já reaparece! Mas, não temos culpa se o Chico foi um dos compositores que mais fizeram clássicos infantis!

Esse álbum é a trilha sonora da peça teatral infantil "Os Saltimbancos", que conta a história de quatro animais que, se sentindo explorados, resolvem abandonar seus donos e levar uma carreira de músicos! É uma peça bastante divertida, para ser sincero... Mas, as músicas! São umas verdadeiras obras de arte! O álbum possui diversos clássicos como "Um dia de cão", "Bicharia", "O jumento", "A galinha" mas, a música que mais marcou nesse álbum foi a clássica "História de uma gata", interpretada por Nara Leão. 

Que saudade dos meus tempos de infância!

PLUNCT PLACT ZUUUM! - VARIADOS (1983)

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Como parte da trilha sonora do especial infantil exibido pela Rede Globo (novamente! aff...) em 1983, "Plunct Plact Zuum" possuia uma gama de artistas que interpretaram músicas infantis, e mais, artistas que compunham o cenário do rock brasileiro dos anos 80 como Raul Seixas, com sua música tema, Gang 90 e as Absurdettes, com sua música "Será que o King Kong é macaca?", Barão Vermelho, com a sua música "Sub-Produto de Rock" (tudo bem, isso já foi na segunda versão do programa em 1984) entre outros artistas como Fafá de Belém, Eduardo Dussek etc.

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E aí? Se lembra de algum desses clássicos infantis? Comente aqui embaixo sua experiência com eles!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

A inesquecível trilha sonora de "A Gata Comeu" e o Rock Brasileiro dos Anos 80

Você se lembra do tempo em que as pessoas costumavam assistir novelas na Televisão

Principalmente entre os anos 50 e 90? Bom, é quase impossível não conhecer pelo menos uma pessoa, ou familiar que não seja noveleiro e tenha acompanhado uma porrada de novelas clássicas que são até consideradas obras-primas da televisão brasileira como "Vale Tudo'', ''Selva de Pedra", "Anjo Mau", "O Astro" etc. Mas, uma novela se tornou um destaque de sua década por justamente marcar uma ruptura na música popular brasileira entre os jovens. Estamos falando da novela "A Gata Comeu" (1985), remake sem censuras da novela "A Barba Azul" de 1974, escrita por: Ivani Ribeiro.

Mas, aí você me pergunta: "Ok mas, por que, qual é a relação entre 'A Gata Comeu', rock nacional e ruptura?!". E eu lhe respondo! 

Simplesmente porque "A Gata Comeu" em sua trilha sonora representa bem aquele período de mudanças na vida da população brasileira, onde o Governo Militar estava começando a ruir e aos poucos, os artistas passaram a ter liberdade a mostrar coisas mais "ousadas" em suas obras, em todas as áreas, do cinema até a teledramaturgia. Assim, várias novelas censuradas pelos militares como Roque Santeiro, passaram a ter novas versões sem censuras nessa "Nova República" que estava surgindo. Mas, como o assunto nesse blog é música, podemos dizer que a trilha sonora de "A Gata Comeu" captou bem os movimentos musicais que estavam abalando os jovens naquela época, principalmente o tão saudoso Rock Brasileiro Oitentista, considerado por muitos a melhor fase do rock brasileiro.

Aqui só falarei da trilha sonora nacional pois, é a que justamente marca mais o período de mudanças no país.

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O álbum já abre com um grande clássico do Ritchie que é a balada "Só pra o vento", tema que descreve bem a personalidade da protagonista da trama Jô Penteado, logo é seguido de clássicos como "Choro" de Fábio Jr., "Amigo do Sol, Amigo da Lua" de Benito di Paula, "Eu Queria ter uma Bomba" do grupo de rock Barão Vermelho, "Sonho Blue" de Liliane, além do tema de abertura dessa incrível novela: "Comeu" do Magazine.

Vale relembrar também a incrível abertura da novela que mesmo com poucos recursos ainda conseguia atrair atenção de qualquer telespectador, principalmente crianças (risos).


Enfim, "A Gata Comeu" foi uma novela que entrou pra história, tanto por sua trama quanto pelo momento que ela representou na história do país.

Selvagem? - O divisor de águas na carreira dos Paralamas do Sucesso

O ano é 1986. Chegava às lojas um álbum que mudaria totalmente o rumo da banda de Herbert Vianna, os intitulados "Paralamas do Sucesso": Selvagem?, ou popularmente conhecido como "o álbum do menino" ou como você preferir. 

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Você pode até não gostar do álbum (coisa que é muito difícil) mas, uma coisa que você vai ter que concordar comigo é que esse álbum foi muito importante para o cenário do rock brasileiro dos anos 80 (mesmo que alguns achem que os meninos brasilienses haviam apenas copiado a fórmula e estrutura das músicas do The Police). 

O álbum divide a carreira do Paralamas mais "pop" (entre aspas mesmo), com os discos "Cinema Mudo" (1983) e "O passo de Lui" (1985) e o Paralamas mais politizado e "regional" com melodias mais ligadas à MPB e reggae com discos como "Selvagem?" (1986), Bora Bora (1989) etc.

O álbum já abre com um grande clássico da carreira deles que é "Alagados", que mesmo tendo sido lançada há mais de 30 anos continua muito atual. Além de outros sucessos antológicos dos Paralamas, como "Melô do Marinheiro", que conta um causo sobre um cara que entrou de gaiato no navio só para viajar e conhecer um mundo sem gastar nenhum tostão, "A novidade", música composta em parceria com o Gilberto Gil e a auto-intulada faixa "Selvagem" que continua assustadoramente atual até os dias hoje.


Além de outros clássicos como "O homem", ''There's a Party" e "Você" (cover do Tim Maia).

Enfim, "Selvagem" é um disco que vale a pena ser ouvido independente qual é a sua época ou gosto musical.